Esse é o questionamento que permeia na mente do torcedor tricolor, no momento. Após empatar com o lanterna do campeonato, fazendo um péssimo primeiro tempo e tendo alguns lampejos na segunda etapa, a torcida ficou ainda mais desconfiada do que já estava e, para muitos, o baixo desempenho dos comandaria de Preto, em Goiânia, foi a gota d’água.

A sensação passada pela equipe é de que não há um padrão de jogo, que não há um estratégia montada direcionada para determinado adversário. Independente do confronto, o treinador tem procurado incorporar ao time uma postura reativa, de se defender para tentar sair no contra-ataque, no entanto, a transição não é rápida e muito menos eficaz para desempenhar tal função e, alguns adversários, como o da última segunda-feira (11), não dão oportunidade para esse estilo de jogo.

Com isso, logo vem a tona o fato de que Preto Casagrande, recém efetivado, não tem bagagem suficiente, no momento, para ser técnico do Esporte Clube Bahia e assumir a responsabilidade de fazer um Campeonato Brasileiro da Série A sem sustos, tentando fugir da briga para não ser rebaixado, pois não procura, dentro da própria partida, alternativas que façam a equipe mudar a postura, para propor o jogo e buscar o resultado, como era feito em outrora.

A união dos jogadores para manter Preto, inevitavelmente, também é destacada como um fator que acaba não sendo preponderante e que não garante o sucesso dentro das quatro linhas, tendo como pressuposto somente a determinação dos atletas de vencer pelo seu técnico, contudo, sem organização, uma boa disposição tática, compactação no meio-campo, transição veloz, eficácia no ataque, triangulações, intensidade, troca de passes rápida e outras coisas que garantem um bom rendimento, não tem vontade, raça e determinação que possam garantir sempre um bom resultado.

Após assistir o último jogo, a sensação que fica no torcedor é de que os 15 dias de treinamento não foram desfrutados como deveriam e pouco (ou quase nada) foi acrescentado a equipe que foi derrotada pelo Botafogo, em plena Arena Fonte Nova. Não houve evolução em nenhum quesito. O sentimento que incomoda o torcedor e deixa o seu coração apertado pelo medo é justamente o de não saber o que esperar do seu time, que terá, agora, uma sequência extremamente difícil no campeonato, diante de equipes da parte de cima da tabela.

Será que a postura vai ser mudada e Preto vai conseguir, enfim, implementar a sua filosofia de jogo, impedimento que mais um ídolo do clube seja “queimado” por conta do seu insucesso como técnico? Aguardemos, com muito temor, as cenas dos próximos capítulos, ou melhor, das próximas rodadas.

 

Matéria: Matheus Francisco

Imagem: Felipe Oliveira / Divulgação / ECBahia

Matheus Francisco

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